Dreaming. II
Gosto de imaginar que os anos passam por nós e nada muda. Quase que consigo ver as inúmeras horas que vou esperar por ti, para falar contigo ou estar contigo, e já te ouço num agradecimento natural – “Obrigada por me compreenderes.” – por ter repetido uma simples frase – “Não faz mal.”. Até imagino os jantares em que nos encontramos, cada um vindo da sua vida, e retomamos toda a nossa história do ponto onde ela teve que parar. Já leio as mensagens que iremos trocar, num dia qualquer, simplesmente porque tivemos saudades um do outro; ou todos os amuos causados por ciúmes adolescentes independentemente da idade que tenhamos. Também consigo ouvir-te a enumerar todas as pequenas diferenças que quase ninguém nota em mim de cada vez que estivermos juntos. É assim que gosto de pensar em nós. Ver tudo isto – as nossas mãos encaixadas, numa rua qualquer, percorrendo a multidão, conversando sobre o mais comum dos temas, habituados ao nosso calor corporal – e sorrir como só tu me consegues fazer.
2 comentários:
É completamente isto!
e é tão bom recordar as coisinhas boas :D
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