Insónias - Parte 2
Quando a alma aclama, nada a pára até o destino cruzar na sua vontade. E se é assim que termina, que o seja. Ninguém irá relembrar a crueldade com que as tuas palavras foram tiradas de mim, nem mesmo eu. É assim que termina e eu serei a concha vazia que abandonaste nesse teu corpo desprotegido. O sentido do que fui estará perdido, insuportavelmente enterrado na liberdade do que me ensinaste. Correrei os passos que me guiarão contra ti até que te arranque todo o sangue que me roubaste, romperei a barreira que a tua sombra impôs contra o sol, dir-te-ei que o meu silêncio é o que mais precioso existe em mim e não to mostrarei. Não terei qualquer arrependimento e é assim que tudo terminará. Ficarei preparado para o anoitecer que as insónias escreveram nas suas longas páginas e dormirei profundamente no que já não és. O raro sorriso que surgir na minha face será apenas meu e a inveja cruzará com fogo os teus lábios sedentos de lágrimas. Irei erguer a minha alma a tudo o que não conseguiste ser, e a sua vontade ficará completa. O meu destino ficará livre para reclamar outras vidas que não a tua, mas até lá…
M.S.
Um comentário:
até lá, vai escrevendo :P
Grandalhão.
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