Foi um dos pormenores que mais magoou. Levou instantaneamente as lágrimas aos meus olhos e fez-me esquecer que não estava sozinho e que não podia demonstrar a fraqueza que tinha batido nas minhas pernas e o sufoco que deu no meu coração. Não pude mostrar o que aquela pequena frase me fez. Não pude deixar de respirar porque alguém contava com as minhas próximas palavras. Não pude calar-me ou deixar as lágrimas que queriam sair alterar o meu tom vocal. Por momentos quis deixar o silêncio levar-me, quis não existir de forma alguma e quis sonhar com algo melhor. Mas não sei onde o silêncio se escondeu, sou obrigado por tudo o que me rodeia a existir e não sei sonhar. Vi-me na obrigação de andar e distanciar-me de ti, na esperança que todas as palavras, todos os sorrisos, todas as fotografias e vídeos, todos os abraços e todos os momentos se apagassem sem que eu o visse. Mas não aconteceu. Como pode alguém que já morreu há tanto tempo alterar de forma tão drástica tudo o que me rodeia? E sim, foi uma pequena frase, aliás, uma pequena palavra mas as palavras, apesar de não serem reais, deixam um rasto de sentimento que apanha quem acredita nelas. E eu sempre acreditei em ti, especialmente quando me magoaste. Tens perícia nisso.
M.S.
2 comentários:
Eu disse que daqui a 5 minutos (menos até) ias ter um comentário.
Eu acho que não devemos poupar elogios a quem merece, mas também não quero tornar-me repetitivo :x Basicamente: bru-tal!
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