segunda-feira, 31 de maio de 2010

sábado, 29 de maio de 2010

:)

São muitas as vezes em que reparo que não dou valor suficiente ao que foste para mim. Muitas mesmo. Depois de tudo o que fizeste por mim, eu só consigo olhar para ti e entregar-te um sorriso sincero. Não há mais nada em mim para te dar. Já fui teu e tu já foste minha. O tempo avançou, claro, e nós fomos para outros sítios que não deixaram lugar para mágoa ou tristeza. Ambos pertencemos um ao outro, de certa forma, e estamos bem assim. E muitas vezes, quando estou sem dormir, reparo no relógio e se o ponteiro apontar uma determinada hora, sei que tu estás ao meu lado novamente. Dando-me a conhecer o mundo. As pessoas sempre desapareciam quando estávamos juntos, e isso chegou a trazer algumas situações embaraçosas e especulações sobre o que estávamos a fazer. Felizmente para nós, isso pouco importava. Era eu que estava contigo e tu sabias que eu estava contigo de alma e coração. Verdadeiramente. Foste a pessoa que mais me teve, acima de qualquer outra pessoa. Entendes agora o porquê de apenas te conseguir entregar um sorriso sincero? O resto, tudo o que sobrou e transbordou para fora de mim, está contigo e eu tenho orgulho nisso. Orgulho em ti, e orgulho naquilo de fomos. Obrigado.

terça-feira, 25 de maio de 2010

in my veins

Há-de chegar o dia em que eu irei perdoar-te e julgar que tudo irá voltar ao que era. Que ambos permanecemos iguais e que mantivemos os sentimentos que já nutrimos um pelo outro. Que tudo não passou de meros lapsos da nossa mente e que estamos exactamente onde estávamos antes de toda esta corrida contra-relógio começar. Mas, quando esse dia chegar, eu irei notar mais uma vez que tinhas demasiada importância para me falhares e relembrarei que eu ainda não aprendi a esquecer os erros que as pessoas com um elevado grau de importância na minha vida, como tu, cometeram. Então, se algum dia eu ganhar a capacidade de esquecimento sobre tudo o que me tiraste, eu verei que não há mais nada a perdoar porque, mais uma vez, notarei que tu não existes. Tentarei então perdoar-me por não conseguir esquecer algo que já não reside nas minhas mãos e também aí falharei. E tudo porque tu um dia decidiste aparecer na minha vida e tirá-la de mim como se fosse tua. E foi mesmo tua. Ou ainda é…


M.S.; 24 de Maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

S,10.

Eu senti falta de muita coisa durante este fim-de-semana. Muita mesmo, mas senti – principalmente – a falta das duas pessoas que mais impacto tiveram na minha vida. Vocês podem nem ter a noção, mas de forma tão diferente, são do mais importante que habita no meu coração. A segurança de vos ter, a vossa alegria, a nossa felicidade, tudo isso me doeu nestes últimos dias que passaram em contra-mão. Foi um fim-de-semana particularmente familiar e por vocês eu fui capaz de derramar duas lágrimas: uma por cada um de vocês. Guardo tudo o que já fomos, com toda a força que ainda resta no meu corpo. E ela nunca irá esgotar porque vocês estarão sempre em mim.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

cortantes


(...) Foi como se as minhas palavras maltratassem a minha doce memória de ti. ...


M.S.; 18 de Maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vais estar sempre aqui?

Nunca fui muito justo para ti no que tocava a falar dos sentimentos. Quase que exigia que me contasses o que te atormentava mas se fosse ao contrário eu retraía-me. Sentia-me invadido. Expliquei-te uma vez que os meus problemas não tinham qualquer importância e que sentia que te aborrecia com eles. Tentaste mostrar-me que estava errado e que para ti, os meus problemas eram também os teus. Eu fui tentando mudar, como sempre de forma vagarosa, a minha estranha forma de ser e contava-te (com algum custo) o que me atingia realmente com força. Contava-te porque confia em ti acima de qualquer outra pessoa. Mas agora preciso de ti e já não existes. É notável, mesmo. Foste a primeira pessoa em que pensei. Ouvi da tua boca “Vou estar sempre aqui” e magoou-me mais uma vez. Peguei então no caderno e no lápis e escrevi para ti. Tentei que me ouvisses. Tentei que notasses que conseguiste mudar-me e finalmente quero partilhar contigo os mais miseráveis problemas. Pena que isso já não seja possível…
M.S.

terça-feira, 18 de maio de 2010

summer

Ontem, durante as minhas insónias, lembrei-me de uma estranha noite que partilhei contigo. Era uma noite de Verão e o sal do mar velejava o ar que respirávamos. A brisa molhava os nossos pés e a areia (que ainda não tinha qualquer significado para mim) envolvia os nossos dedos. A lua estava escondida mas o negrume da noite não a impediu de se tornar perfeita. Estivemos todo o tempo do mundo naquela água calma até que, passado alguns minutos, tivemos que a abandonar. Tudo o que aconteceu após os nossos pés deixarem o áspero toque da areia, passou a voar. Voou tão rápido que quando dei por nós já estávamos a subir as escadas daquele prédio que não conhecíamos, mortos de cansaço, implorando para chegar ao último andar. O escasso espaço que nos ‘deram’ foi coberto por toalhas de praia que tínhamos trazido de casa. A minha toalha ficou no chão, para nos deitarmos, e a tua tapou-nos apesar de não acalmar o frio. Aproximei-me de ti e cheirei o teu cabelo pela milésima vez. Agarrei-te por trás e ficamos ali, resistindo ao frio, adormecendo nos braços um do outro. Pus o meu braço por baixo da tua cabeça para que não estivesses com ela no chão. Adormeceste num instante e quando, involuntariamente, te viraste para mim, fizeste-me sorrir. Estava frio, tanto frio que comecei a tremer. E lembro-me que não dormi nem um pouco, mas que importa isso? Todas as noites que foram passadas contigo foram das melhores noites da minha vida e ninguém o consegue tirar de mim. Lembraste dessa noite? Eu sei que sim. E também sei que se algum dia escrever um livro autobiográfico, tu saberás que mais de metade dos capítulos terão o teu nome e mesmo assim não serão suficientes para descrever o que significas em mim.

domingo, 16 de maio de 2010

Frases Chave

São sempre as pequenas frases que nos falam com mais intensidade, e tu bem sabias quais as frases chave a dizer para me fazer ficar contigo mais um dia ou dois. Sabias qual o momento certo para me bombardear com elas e sabias quais as palavras certas a juntar para que eu ouvisse o que queria ouvir e não o que tu querias dizer realmente. Mas tudo o que disseste, por muito significado que tenha atingido, não foi verdade. Essas pequenas frases que me falaram com toda a intensidade do mundo foram enganos que a minha alma colheu. Assim como tu, sei que não irei ouvir outra vez as palavras que me mentiram sem que eu quisesse reconhecer a verdade. Foi esta a minha decisão; guardar as tuas frases chave no mesmo sítio onde tu ficaste em mim - longe de tudo, para que eu não te pudesse encontrar novamente. E quem me dera que a minha vontade comandasse a tua e tu deixasses de percorrer este caminho incerto onde me encontro (e te encontro vezes sem fim). Quem me dera que as minhas frases tivessem o poder que as tuas têm sobre mim.



M.S.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Autocarro

Era sempre assim. Eu subia os pequenos degraus e entrava no autocarro carregado com o meu saco (igual ao teu) e a minha mochila e percorria aquele estreito corredor até chegar ao nosso lugar. Ignorava as vozes animadas e toda a agitação que me rodeava e, ao sentar-me, esperava por ti. O tempo abrandava e todos os segundos que demoravas a entrar no autocarro, transformavam-se em horas. Quando finalmente chegavas, instintivamente eu desocupava o teu lugar, que se encontrava com a minha mochila e o meu saco, e tu sentavas-te a meu lado falando-me de tudo o que te dava vontade, das horas que se tinham passado até nos termos encontrado, do quanto tinhas vontade de estar ali naquele momento. Metias música a tocar e comentavas o quando gostavas daquela ou de outra e o quanto te faziam pensar em mim. Eu comentava, um pouco sem reacção, e tu dizias ‘esta é a nossa música.’. Lembro-me que disseste esta frase tantas vezes que um dia, depois de a teres dito mais uma vez, disseste ‘Um dia fazemos um álbum com todas as músicas que já são nossas.’ e sorriste para mim como que pedindo aprovação. E eu sorri de volta, mais uma vez sem saber o que dizer, aliás, nunca soube. As viagens, por sua vez, eram curtas e tudo terminava demasiado rápido mesmo que fossemos para o sítio mais longínquo do mundo. Comandavas o tempo e eu seguia-te por entre as suas finas paredes em risco de quebra. Mas hoje, já não é assim. Mal entro num autocarro, qualquer um, eu sinto o meu coração apertar dentro do meu corpo. Apresso o passo, desvio o olhar do ‘nosso lugar’ e evito sentar-me perto dele. Consegues entender o que me fizeste? Simbolizas tempos de felicidade incomum e tudo o que me tiraste com a tua partida, ficou para me atormentar. São pequenos detalhes que me levam sempre a todos os lugares onde já estivemos juntos. E todos eles simbolizam o teu virar de costas a tudo o que éramos. Todos eles vivem por ti, todos eles me destroem.
M.S.

terça-feira, 11 de maio de 2010


‘(…) Never look back. The past is a wilderness of horrors…’ - Anthony Hopkins in The Wolfman

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Foi um dos pormenores que mais magoou. Levou instantaneamente as lágrimas aos meus olhos e fez-me esquecer que não estava sozinho e que não podia demonstrar a fraqueza que tinha batido nas minhas pernas e o sufoco que deu no meu coração. Não pude mostrar o que aquela pequena frase me fez. Não pude deixar de respirar porque alguém contava com as minhas próximas palavras. Não pude calar-me ou deixar as lágrimas que queriam sair alterar o meu tom vocal. Por momentos quis deixar o silêncio levar-me, quis não existir de forma alguma e quis sonhar com algo melhor. Mas não sei onde o silêncio se escondeu, sou obrigado por tudo o que me rodeia a existir e não sei sonhar. Vi-me na obrigação de andar e distanciar-me de ti, na esperança que todas as palavras, todos os sorrisos, todas as fotografias e vídeos, todos os abraços e todos os momentos se apagassem sem que eu o visse. Mas não aconteceu. Como pode alguém que já morreu há tanto tempo alterar de forma tão drástica tudo o que me rodeia? E sim, foi uma pequena frase, aliás, uma pequena palavra mas as palavras, apesar de não serem reais, deixam um rasto de sentimento que apanha quem acredita nelas. E eu sempre acreditei em ti, especialmente quando me magoaste. Tens perícia nisso.
M.S.

domingo, 9 de maio de 2010

(...) Everything I wanted to be, everytime I walked away, everytime you told me to leave I just wanted to stay. Every time you looked at me and everytime you smiled, I felt so vacant you treat me like a child. I loved the way we used to laugh, I loved the way we used to smile. Often I sit down and think of you for a while, then it passes by me and I think of someone else instead. I guess the love we once had is officially dead!
» No Regrets

sexta-feira, 7 de maio de 2010

noites em claro

Não consigo dormir. Fecho os olhos e sei que num instante a escuridão irá envolver o meu sono e roubá-lo de mim. Inevitavelmente eu penso em ti, ou melhor, penso na tua relação com o sono que roubaste de mim esta noite (e tantas outras vezes que escolhi reservar para mim). Recordo as vezes em que te disse em tom de brincadeira que eras uma criança por te deitares tão cedo e as vezes em que te disse que eras uma pessoa idosa por te levantares com as galinhas. Recordo as vezes em que ficavas a meu lado até adormeceres, tentando despertar para não me deixares acompanhado com os teus sonhos e, ao falhares, te sentias a pior pessoa do mundo – mesmo que eu sorrisse como nunca por te ver ali a meu lado. Recordo o como te agarravas à minha almofada e dizias com um sorriso tímido ‘Tem mesmo o teu cheiro.’. E logo num instante, passo deste pensamento para um outro qualquer em que uma conversa nossa tem lugar num sítio que ainda hoje me magoa. “Está aqui a blusa que deixaste lá em casa” digo eu, “Que saudades” dizes tu ao agarra-la, “Saudades da blusa?” “Não… “ “ Então?” “ Saudades do teu cheiro.” e isso faz o meu mundo tremer sem que eu o sinta. É neste momento que reparo que o dia está a nascer e levei mais uma noite a pensar-te. A escuridão foi embora mas ficou ali, no teu lugar. Mais uma noite em claro, navegando por dias que já lá vão e que nunca mais irão voltar (assim como tu). Restam-me poucos minutos até que o despertador dê o seu vibrar irritante e eu seja obrigado a iniciar mais um dia em que terei que existir sem ti. Espero que tenhas dormido bem. Espero mesmo, de verdade. Espero que todas as noites em que me vi incapaz de dormir não sejam levadas pelo mesmo vento que te levou de mim. Espero que os teus olhos ainda se fechem involuntariamente mesmo que eu não esteja lá para rir de ti e espero que consigas adormecer sem que a minha presença atormente as tuas noites. Não peço para que sonhes comigo porque não acredito em sonhos. Sonhos nunca são uma realidade e eu sou real. Talvez seja por isso que eu sonhe tantas vezes contigo…


M.S.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

mudanças

Ali estavas tu - a pessoa que mais me desiludiu na vida - a escassos metros de mim, infestando o oxigénio que já implorei para respirar. Não mudaste muito a tua forma de ser, sempre foste assim. Só agora eu consigo ver com clareza, só agora consigo entender o quão enganado eu estava ao pensar o mundo de ti. Talvez tenha sido eu a mudar, mas ainda bem que o fiz. Cresci e comigo cresceu a clareza de ver o que és, e isso é uma mudança positiva. Percebo agora que os meus olhos se habituaram a uma imagem demasiado irreal e hoje, depois de te terem visto durante uma vida inteira, eles já não gostam do que vêem. Hoje, eles preferem nem te olhar. Podes até ter mudado a minha vida mas desta vez não me vais convencer a conhecer a alma desconhecida em que te tornaste.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

BVS? II

De onde surgiu esta nova sensação? Já não é a primeira vez que me pergunto ‘Onde estou? O que faço aqui?’ e não encontro resposta. Antigamente, nos dias menos bons, eu olharia para os sorrisos que me faziam feliz e encontraria a resposta que precisava, mas hoje esses sorrisos foram apagados e substituídos por outros que não me dão qualquer resposta. Vejo o espaço que delineei entre as pessoas que não quero conhecer e peço para que a minha família volte mesmo quando sei que ninguém irá voltar. Fico sentado no chão que já me magoou, olhando para este mundo desconhecido e para estas novas pessoas que roubaram o lugar a quem fez para o merecer, e não sinto nada a não ser o desejo de voltar atrás no tempo. Ainda nem sei em que te tornaste. Roubaste-me tudo. Como podes usar o mesmo nome de outrora quando sabes que é uma vil blasfémia, quando sabes que não és o mesmo? Os aplausos enchem-te de orgulho porque não és tu quem dá o suor; sou eu, éramos nós. Transformaste uma das minhas paixões em algo insuportável. Como posso perdoar-te por teres mudado tantos aspectos da minha vida? Não és nada comparado com antes.

terça-feira, 4 de maio de 2010

detalhes insignificantes

Eu sempre soube que os detalhes mais importantes da tua vida não eram para serem partilhados comigo. Mas não era suposto ser assim, pois não? Eu estive muito tempo na tua vida e cheguei muitas vezes a ouvir da tua disforme boca que era a pessoa mais importante dela e, no entanto, tu guardavas/guardaste para outras pessoas as tuas histórias. Deixaste-me a um canto, sentindo essa tua ausência de sentidos, sem palavras da tua parte e com o som de outras vozes, que eu quis recusar ouvir, dizendo-me o que lhes disseste… Eu sabia que ia ser assim, só não sabia que iria doer tanto.






M.S.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

03'Maio.07 III


Há três anos escrevi as palavras que mais me magoaram na vida, e por isso deixo que elas falem por mim, para que não magoem mais. Espero, por isso, que nunca te esqueças do que elas significaram para ti e, acima de tudo, o que elas significam para mim. É só isto que tenho para te dizer… Não esperes mais palavras de mim porque nem mesmo estas são para ti. Até nunca mais, (...)