Nunca fui muito justo para ti no que tocava a falar dos sentimentos. Quase que exigia que me contasses o que te atormentava mas se fosse ao contrário eu retraía-me. Sentia-me invadido. Expliquei-te uma vez que os meus problemas não tinham qualquer importância e que sentia que te aborrecia com eles. Tentaste mostrar-me que estava errado e que para ti, os meus problemas eram também os teus. Eu fui tentando mudar, como sempre de forma vagarosa, a minha estranha forma de ser e contava-te (com algum custo) o que me atingia realmente com força. Contava-te porque confia em ti acima de qualquer outra pessoa. Mas agora preciso de ti e já não existes. É notável, mesmo. Foste a primeira pessoa em que pensei. Ouvi da tua boca “Vou estar sempre aqui” e magoou-me mais uma vez. Peguei então no caderno e no lápis e escrevi para ti. Tentei que me ouvisses. Tentei que notasses que conseguiste mudar-me e finalmente quero partilhar contigo os mais miseráveis problemas. Pena que isso já não seja possível…
M.S.
Um comentário:
às vezes percebemos coisas importantes tarde demais :x
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