terça-feira, 30 de março de 2010

everything

Cheguei a casa depois de te ter deixado. Em comparação com o barulho que tinhamos feito antes, a casa encontrava-se num silêncio total. O portátil estava onde o tinhas deixado, perdido nas mantas da cama por fazer e esperando por alguém que o desligasse. Deitei-me de barriga para baixo e pus a almofada entre a garganta e o queixo para conseguir ver o que estava a fazer. Foi então que senti o teu cheiro. Tão forte como se tivesses ali deitada comigo outra vez. A minha almofada era navegada pelo teu aroma, tão doce como o do teu cabelo, e isso fez-me sorrir. "Se há cheiro que merece ser gravado, é o teu." - digo para mim mesmo, como se me conseguisses ouvir. Mas tu consegues, assim como também consegues entender que ele já está gravado em mim. Dou conta de que já não sorria assim há algum tempo. De uma forma tão pura e verdadeira. E, se me bastou o teu cheiro para me fazer sorrir, imagina o que sinto quando estás comigo... Ainda tens dúvidas?

29.03.10

2 comentários:

RuiQ disse...

«E, se me bastou o teu cheiro para me fazer sorrir, imagina o que sinto quando estás comigo... Ainda tens dúvidas?»

poderosíssimo!

-tânia disse...

às vezes, fico sem palavras, e isso chega!