sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Oxalá

Oxalá o nevoeiro raso que se enraizou nas paredes do tempo te traga a mim. Que a muralha de pedra dura caia um milhão de vezes para que consigas sempre escapar ao teu cruel destino. Os teus pés correm, fortes, indiferentes nas vertentes da mágoa que me enche o peito. As luzes que te iluminam transformam-me em sombra. Não olhas mais. Oxalá a tua força dure e me obrigues a ficar contigo nesta multidão onde não me esperas encontrar; porque eu corro, forte, indiferente nas vertentes da mágoa que te enchem o peito. A melodia que tocas perdeu-se nos ecos que os meus passos te oferecem ao fugir de ti. Oxalá os ouças.

M.S.;7 de Fevereiro de 2010

3 comentários:

Mariana disse...

mais um perfeito, oxalá continues sempre sempre sempre a escrever assim.

RuiQ disse...

Oxalá faças a vontade à Mariana :P

ritinha disse...

oxalá alguém te 'agarre' e te fala feliz :)