Escrevo uma frase. Apagado. Escrevo uma palavra e antes de a terminar, apago. Quando finalmente consigo escrever um conjunto de palavras que façam o mínimo sentido, elas não me dizem o que quero ler. Então, apago tudo novamente. Paro durante uns cinco minutos, e recomeço as palavras que te quero contar (Sim, porque as minhas palavras são sempre tuas) … Não escrevo nada. A folha permanece em branco e eu dou por mim a pensar que não há muito mais que eu te possa dizer. Não há mais nada para te contar. Não existes mais. E se por um lado fico morto por não saber onde te encontrar, por outro reencontro o caminho para a vida que me tiraste. Volto a tentar. Não consigo. Desisto, por fim. A folha continua em branco.
M.S.; 11 de Janeiro de 2009
4 comentários:
Por vezes, quanto mais queremos escrever, menos conseguimos que tais palavras façam sentido! *
Quanto mais pensamos no infame e saciante desejo de escrever menos obtemos o resultado tao desejado.
Porém, quando menos esperamos, temos esse mero mas bonito texto já acabado *
(:*
http://suhguimaraes.blogspot.com, passa !
Beijinho *
Girissimo, e concordo com o que a Andrei escreveu...continua com o teu blog porque tens imenso jeito e potencial!
Faço destas tuas palavras, as minhas.
Postar um comentário