De que importa o que sinto? Tanto te faz se ainda considero imperdoável o que me fizeste (e ainda fazes) ou se, de uma forma totalmente contraditória, eu ainda morro só para tentar ouvir a tua voz. De que vale ouvi-la se for para me negar, para me magoar?... De que importa lembrar? Tu certamente que não te lembras e fazes questão de o repisar. De que vale relembrar a tua voz se ela já não sabe dizer o meu nome?... Só eu sei que és (e sempre serás) a memória mais viva de um tempo que não existiu; mas nem tento que o saibas. Prefiro que permaneças sem conhecer o vazio que provocaste em mim e que continues com a tua “visão túnel” que só te faz ver em frente, bloqueando tudo em teu redor. Prefiro que vivas sem ter que me responder. Não quero receber nada de ti, nem mais uma resposta vazia. Prefiro estar sem saber o que é de ti a saber que tudo o que foste desapareceu sem mim. E, afinal, de que vale uma pessoa que já foi tanto e em meros actos se consegue apagar a si própria?...
M.S.
Um comentário:
Guardar as boas memórias e seguir em frente .. *
Coisa dificil, eu sei :S
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