segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

2007/2008

Não te culpei. Joguei as mãos ao ar e desisti de ti, como se não houvesse mais nada a ser feito; como se a culpa tivesse sido minha. Absorvi essa culpa de te ter perdido e permaneci em silêncio, escondido entre sorrisos e gargalhadas que não diziam nada. Não doeu muito, como eu esperava. Não doeu de todo. Simplesmente deixei de racionalizar a tua falta, a tua existência. Deixei de respirar o mesmo ar que tu mas, desta vez, os meus pulmões já não ameaçaram explodir do meu peito. Não vi mais de quem era a culpa e foi assim que aprendi a olhar-te sem sentir o peso da culpa derrubar-me para o chão. Um dia, quando conseguir falar contigo sem que o meu rancor te atinja, eu vou dizer-te que sinto a tua falta. Vou escutar as tuas palavras e sentir-me embalado mais uma vez nos nossos sonhos. Não te culpo. Agradeço-te; já sei respirar sem ti.

M.S.

4 comentários:

ritinha disse...

Não dura.. já acabou..

Mariana disse...

adorei, tudo o que li, fantástico:)*

"Simplesmente deixei de racionalizar a tua falta, a tua existência. Deixei de respirar o mesmo ar que tu mas, desta vez, os meus pulmões já não ameaçaram explodir do meu peito."

Suu disse...

Oh, que texto lindo!
ameii <3

-tânia disse...

Hey :b
Andei um pouco desaparecida, e veja-se só o que perdi :$
Realmente não são os textos que são fantásticos, és tu :)
Tens aquele jeito *
AMEI :#