Todo o esforço a que me submeti eu vejo reduzido a nada. Meras salvas de palmas, segundos que não aquecem ou arrefecem impedidos por uma constante dor (física e psicológica) a que já chamei de paixão. Já nem sei o que me prende, o que me faz continuar os caminhos dolorosos que se exibem perante mim como sendo os meus. Não vejo nada que me cative, e a minha casa tornou-se numa ruína enquanto vi a minha família fugir por uma janela sem vidro.
O que mais custa é já não ter força para fugir com ela. Os meus pés continuam sangrando, pregados a este chão que tantas vezes me fez surgir e sorrir. Não sei em que te tornaste e não encontro a necessidade de te descobrir, vejo-me a sofrer e continuo este caminho quando tantas vezes me dizem para desistir. Talvez seja essa a razão, talvez não. Dizem que quem corre por gosto não cansa mas a mim a fraqueza do mesmo caminho impede-me de correr. Estou cansado. Não consigo encontrar o meu antigo escape.
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