Não tenho pensado em ti, e hoje quando ouvi a tua melhora fingi a mim mesmo uma surdez inexistente. Perdoa-me. Ando de tal forma enleado nos rabiscos que escrevo que não consegui um segundo de felicidade em relação a ti. Sorriste enquanto dizias as boas novas e eu ouvi-te sem deixar de me escutar. Este escudo invisível nem sempre me é positivo sabes? A minha protecção está sempre condicionada. E hoje não te retribui um sorriso porque tive o egoísmo de me tentar proteger. De não crias falsas ilusões perante o que me dizias.
Quero dizer-te mesmo sem saberes, que em retrospectiva, eu estou feliz por existires mais um dia sem que tenha que numera-lo ou temer que seja o último. Obrigado. Espero que me perdoes e entendas o esforço que faço para te ouvir. Estou sempre nesta espiral contínua suportando a dor de o fazer para que mais tarde o arrependimento te chame e eu saiba onde não te perdi.
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