Responde-me, pelo menos. Diz-me em que sítio te encontras. Em que lugar te escondes, em que espaço te ocultas. Remete-me as coordenadas do local onde o sol insiste em brilhar para ti. Deixa-o iluminar um caminho, deixa o vento propagar a tua voz para mim. Responde-me. Diz-me se a minha surdez provêm da tua mudez. Não me deixes afundar mais neste pedaço de areia. Diz-me que preciso de me aguentar, que não preciso de desistir. Continuas no mesmo local onde me perdeste? Não. Encontras-te num novo sítio onde me irás perder outra vez, num adeus sem fim…
M.S.
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