As minhas palavras repetem-te. Vezes e vezes sem conta. E de todas as vezes que te repito, tu ouves-me ainda menos. Finges que o meu silêncio não te diz nada e continuas pisando os meus pés enquanto decido se sigo a estrada que me encara. Afastei, evitei, distanciei todas as vezes que te via em minha direcção, mas isso não te impediu de me fazeres ficar pregado ao chão. Os meus pés continuam presos, esmagados por todo o peso que me impinges. Não consigo ver um caminho a seguir senão o que te encontras, mesmo sabendo que não te encontras em nenhum deles.
Permaneço aqui, magoado por todas as vezes que me fizeste repetir-te e eu quis separar as minhas palavras de ti. Permaneço aqui, onde os caminhos que vejo são atalhos que me conduzem para o vazio. Permaneço aqui, sem ti.
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