Agora posso dizer que sinto a dor literalmente dentro de mim. Já não é sangue que me corre nas veias… A dor é difícil de apagar, os cortes sangram o sangue que já não conhecia a existência. E de todas as surpresas que já impingiste esta foi a mais dolorosa; a tua existência. Deixa-me ir, ou então parte para longe. Pára de me fazer sangrar quando só quero curar cada corte que encontro em mim.
De certeza que já te disse que me magoas em demasia? Após tantas vezes que o penso ter dito, caiu na incerteza e volto a questionar-me. Já te disse, mesmo, que me magoas por demais? A minha dor responde-me negativamente várias vezes por dia, e o hábito, a rotina de a ouvir falar por tua vez já é banal. Mas não hoje. Não quando não esperava este tipo de resposta da parte dela, da tua parte…
As horas ainda continuam passando muito habituais. Perfurando cada corte, que ainda insignificantemente existindo, dói. Tem doído muito. Pára de me dizer estas palavras, não quero acreditar nelas! Não quero ouvi-las mais, recuso-me a respirar a dor que elas me fazem. Não hoje, não. Deixa-me esconder a dor, deixa-me olhar para o mundo com os olhos de alguém que sempre brilhou com o sorriso. Deixa-me existir por mim e não por ti. Não vejas a minha dor, deixa-me vivê-la dentro de mim. Eu aguento, eu aguento sempre.
Um comentário:
Quando iniciei o texto pensei « Mas.. nada é para sempre! » ... e agora digo-te qe sim.. Qe aguentamos sempre.
Gostava qe às vezes doesse menos, custasse menos.. Gostava de às vezes não adormecer com a almofada molhada, de não adormecer a pensar em coisas qe me transportam pra sítios e momentos onde gostava de estar mas não posso permanecer. Gostava qe mais alguma coisa corresse bem mas não me posso qeixar.
Gostava qe a Felicidade dependesse só de nós próprios. Até qe ponto a nossa felicidade depende, afinal, de outras pessoas?
Beijinho E.
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