Não sei se algum dia irás entender e desconfio seriamente da minha capacidade de ensino e paciência para tal, mas quero que saibas que preciso de viver e para isso preciso de te matar em mim e deixar-me morrer
Sem qualquer demora, queria apenas perguntar-te se são suficientes todas as lágrimas que gritam o teu nome desde o instante que caiem dos meus olhos até ao chão que apenas tu pisas. Consegues responder-me? Ou melhor, consegues ouvir-me? Vejo-te olhando para mim, para as palavras que não te digo e no entanto a tua ausência desconhece o meu nome. E sem mais demora, não encontro mais para acrescentar a questões que não têm resposta e então mantenho-as no ar até que as agarres com a mesma força que me puxaste para este vazio tão aflitivo, porque ao menos assim sei que encontrei a minha resposta e mesmo que não me agrade irei saber que as minhas lágrimas gritam o nome certo.
Desculpa se não te consegui fazer entender a importância que tiveste sobre o que fui e acima de tudo sobre o que já não sou. É apenas tua a culpa de me ter tornado no que sou e é por isso que peço perdão, por não ter agarrado a tua culpa com a mesma força que me mostraste que a vida é muito mais que a tua tão insignificante e tão importante existência.
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