segunda-feira, 13 de abril de 2009

acorda-me

Acorda-me deste sonho que tão docemente escolho não sonhar. Abana o meu ombro despido que se situa ao lado do teu, e traz-me de volta ao infinito de pequenas superfícies que te caracterizam. Abre-me os olhos com o passar da tua mão no meu cabelo, e diz o meu nome com a voz que sempre conheci mesmo antes de existir em mim.

E se conseguires acordar-me e tirar-me da tortura que apelido gentilmente de sonho, acorda-me outra vez porque se os meus olhos te alcançaram sei que sonho a minha maior tortura, outra vez.


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