Escutei uma outra vez as palavras que deixaste por dizer, ouvi o seu silêncio cuidadosamente, e ponderei pausadamente sobre elas. Por momentos, imaginei-te aqui, falando comigo com o teu silêncio, escutando-me enquanto a minha voz também não ousava pronunciar-se. A intensidade do silêncio que ouvimos a cada dia que passa é por mais que natural (ultimamente) e se me diriges a palavra, recuo.
Já não existes sem ser naquele instante silencioso, já não conheço outro alguém que não o teu silêncio. Já não escolho as palavras que desconheço e guardo-me nas palavras que ouvi vindas de ti. Já só há espaço em mim para o que desconheço do teu novo eu, e já não me procuro. Sei encontrar-me em cada silêncio que ouço vindo de ti, e em cada sorriso que o meu silêncio te retribui.
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