Neste mar eu decidi navegar. Seguindo os caminhos que o vento escolheu para mim, e saltando sobre as ondas que me tentam derrubar. Neste mar eu decidi esquecer. Não tocar nas feridas que encrostaram na memória, e relembrar sempre que evitar nunca cura. Neste mar eu decidi escutar-me. Ouvir o coração que tantas vezes se protegeu, e não temer o horizonte que brilha para ele.
Neste mar eu fugi da felicidade, mas ela não me evitou. Mostrou-me as minhas feridas vezes e vezes sem conta ensinando-me a ser imune a elas, mostrou-me que as recaídas existem sempre para quem viveu anteriormente a maior das felicidades e conseguiu que o sorriso superasse os momentos menos bons.
Sim, neste mar eu vejo todos os dias o pôr-do-sol e durmo sobre a luminosidade das estrelas e é isso que me faz ser o que sou. Alguém que confia no seu mar, por muito que as marés mudem.
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