quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

long way

Não me ligues. Eu vou atender.”, disse-te.

Como foi que me deixei ir desta forma? Como que sem vontade própria, encurralei-me ao que queres. Manipulando-me a mim próprio, enrolado nesta minha falta de amor-próprio, entrei no barco e joguei fora os remos. À deriva, novamente, submisso à tua maré. Alheio aos ventos da razão que, por vezes, me tentam puxar a terra. Mascarando a minha dor, sorrindo por estares ao meu lado.

Ridículo. Não sou mais eu. Ou talvez, agora seja só isto – o que quer que isto seja; o que quer que tu queiras que eu seja. Como pode isto ser? Tão irónico. Nunca quis saber de ninguém. Agora, não quero saber de mim.

Tu ligaste, mesmo depois de eu te pedir que não o fizesses.

E eu atendi…