À primeira vista, serena e composta; altiva e possante. No entanto,
no espelho da tua alegria mascarada, observo que sorris nervosamente
sempre que dizes algo. Como que com pavor; como que com receio de seres
repreendida. Cada palavra dita, é dita como que em espera de algo em
troca – aceitação.
Uma vida inteira refugiada nas decisões dele. Sob a sombra dos erros dele. Suportando o egoísmo dele.
E eu, que na esperança de algo melhor te entregaria o mundo, tenho de pelejar para te ter.
Vejo-o.
Nas tuas veias, pulsando o teu coração. Iludindo-te com algo que nunca
haverá. Rebaixando-te para fazer de ti o que quiser. E tu deixas.
Em ti consigo ver tudo o que ele te fez, todo o mal que te faz. E é por isso que tanto me dói quando ficas do lado dele.