quinta-feira, 6 de setembro de 2018

ii

São coisas. Pedaços que ficaram caídos pelo caminho. Sem nome, sem forma. Coisas. Metafóricas e reais. Coisas que deixei na tua casa, no teu quarto, no teu corpo. Nunca mais as vi. Não sei delas. Nem as quis guardar. Entreguei-tas, sem que me tivesses pedido, e virei-te costas. Hábitos antigos demoram a morrer, certo?
Parece que o meu hábito mais antigo é fugir.
Desculpa, ou assim
27.08