Para
onde foram os ecos do teu toque? Os meus dedos já não perfilham os milímetros de
casca que protegia a tua fragilidade. Agora são apenas, existindo sem
finalizar. Quantas vezes te pedi por um lugar em ti? Tu preferiste ver o
nevoeiro de todas as pessoas que te sugavam – sempre. Era da doce vertigem do
não sentir que tu gostavas.
Para
onde foste? A voz que me agredia os sentidos foi-se para um local insonoro. Retiras
de outros, dizendo o teu mistério a quem mantém a sorte ao seu colo.
E
eu? Roubado de palavras e desprovido do resto, acabei por me tornar naquilo que
tu tanto gostavas: nada. E nem assim te tive.