E
eis que através de todas as pessoas que se cruzam na rua e me batem no braço
enquanto passam por mim, não te encontro. Não é novidade. Não há nada de novo a
contar. Talvez seja idiota mas acredito sempre no melhor de ti. Aos meus olhos
não tens defeitos mesmo que os tenhas. Falta-me a coragem. O que devo fazer? Faria
tudo por ti quando sei que não é recíproco. Torna a frase “nós aceitamos o amor que achamos que merecemos” demasiado real, não
achas? Porque me sujeito a isto? Porque dou o teu nome ao meu medo mais
profundo? Se tenho uma memória tão cheia de falhas, porque não te esqueço por
entre as suas ranhuras? Estão tantas pessoas em meu redor e só consigo ver a
tua cara em todas elas. Como pode isso ser, se não sei de ti? Não deveria
prestar atenção a outras coisas?
Tudo
me falta, como costume. Não é novidade. Ainda estás ausente. E eu aqui. Sendo o
triste que pede por migalhas, sobras de sentimentos, sujeitando-se ao que
queres e repetindo tudo, uma e outra vez. Como posso ser assim tão patético?
Eu
faria tudo por ti. E o pior é que o sabes.