segunda-feira, 18 de julho de 2016

Soldier On. V



A nossa memória é mesmo algo peculiar, não é? Já não me lembro de muito do que tu eras. Não me recordo do teu cheiro, do timbre da tua voz ou do calor do teu abraço mas relembro como se fosse hoje o gosto amargo na boca de quando soube que me tinhas deixado. Já passaram cinco anos, acreditas? Como foi que o tempo passou tão rápido? Não tive outra opção. Adaptei-me. A vida continuou e eu tentei continuar sem ti. A verdade é que nunca te consegui consertar em vida, não seria agora que o faria. Mas as poucas gretas que por vezes encontrava na imagem perfeita que fiz de ti, tornavam-te na melhor pessoa que tive o privilégio de conhecer. E fazes-me falta todos os dias, mesmo quando não me lembro.
Quando as coisas estão mesmo más, eu vou ter contigo – sempre. Mantenho-te comigo para onde quer que vá. E só espero que ainda estejas orgulhoso de mim.            

segunda-feira, 4 de julho de 2016

end.



Como o tempo passa. E como as coisas mudam. Prometi a mim mesmo alcançar-te sempre. Achei que de outra forma perderia a minha casa. Mas já faz tanto tempo que estamos neste jogo de toca e foge que as coisas mudaram e não te quero alcançar mais.
Secretamente isso deixa-me triste, sabes? Ainda acho que és a mulher da minha vida. Ninguém vai ser o que tu foste para mim. Mas já não sinto nada. Nem por ti, nem por mim, nem por ninguém. Agradeço-te e guardo com afeto todos os momentos que partilhámos – incluindo os menos positivos. Foram 8 anos de memórias que nem consigo reter ou catalogar.
Criaste-me. Sou o que sou por tua causa e as minhas cicatrizes terão sempre o teu nome. Mas eu não sou mais teu. E a verdade é que não me importo de te perder porque sei que estás perdida para além de alcance.
E neste jogo de toca e foge deixei-te finalmente fugir…