Tu
vens e vens-te. Antes de te levantares, limpas da cara as manchas que não
apanhaste com a boca. Agarras a roupa espalhada pelo chão e demoras ao espelho
vendo a minha mão marcada no teu glúteo. Vestes-te sem pressas e atiras-me um
sorriso antes de deixares o quarto. Vais como vieste – um pouco mais cansada,
um pouco menos molhada – sem perguntas ou despedidas. Tens esta coisa de
perceber o meu silêncio. Preferes gritar de prazer do que falar de amor. Não me
pedes mais nada. E eu não posso pedir mais do que isto.