segunda-feira, 16 de março de 2015

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Tu vens e vens-te. Antes de te levantares, limpas da cara as manchas que não apanhaste com a boca. Agarras a roupa espalhada pelo chão e demoras ao espelho vendo a minha mão marcada no teu glúteo. Vestes-te sem pressas e atiras-me um sorriso antes de deixares o quarto. Vais como vieste – um pouco mais cansada, um pouco menos molhada – sem perguntas ou despedidas. Tens esta coisa de perceber o meu silêncio. Preferes gritar de prazer do que falar de amor. Não me pedes mais nada. E eu não posso pedir mais do que isto.