quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

badluckorwtv



Nem eu entendo. Isto aloja-se no meu peito e tira-me o ar. A minha mente viaja para aqueles locais obscuros que tanto receio e fico paralisado. Não consigo pensar em nada a não ser nisto. As minhas mãos tremem e os olhos enchem-se de lágrimas. A dor de tentar respirar é confusa e eu só quero que pare. Fico aflito. Sinto o peso do vazio dentro de mim e ouço o azar bater-me à porta. Tira-me as forças. Deixa-me caído. Fico assim, sem nada, esperando por algo. Acabo por pensar que nada vem mas sempre chega. E quando chega acabo por desejar que não tivesse vindo.
Recebo a bofetada meio admirado meio conformado. Esta foi a última – penso – não pode durar para sempre e as coisas vão melhorar. Mas estou errado.
Não sei como sair daqui. Não sei para onde ir. A cada passo que dou tropeço numa pedra e volto a cair. Consigo ver sombras que quem continuou em frente e esboço um sorriso. Por momentos a felicidade deles chega-me. Por momentos eu volto a acreditar que a minha vez está próxima. E por momentos esqueço-me de olhar para o chão. Mas tropeço. Tropeço sempre. Agora a força é pouco mais que nula. O azar já nem bate à porta e entra de rompante como se fosse dono da minha vida.
Então eu penso que estou a criar drama desnecessário. Que talvez seja tudo da minha cabeça e que este azar seja eu a plantar por uma qualquer necessidade de tragédia. Penso e quase que acredito.
Infelizmente para mim, isso não faz parar a dor de respirar.