segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

silence



Nada está bem. Tudo me escapa. Não o conto a ninguém. Isto tem ocorrido durante toda a minha vida. Eu fico em silêncio e escondo tudo dentro de mim até que rebente de uma forma ou de outra. Mas sabes como consigo confirmar que nada está bem? Existe um bloqueio sempre que tento expressar-me. Um nó na garganta que nada tem a ver com falta de coragem ou de acção. Uma parede invisível no meu labirinto – a tua ausência.
Tu não estás. E eu entendo. A tua vida tem pouco espaço para mim. Tu não estás e eu não te quero incomodar com o peso da minha dor. Mas não devia ser assim, pois não? Então – e sem prometer recordar o erro – eu dou um passo atrás, pouco ferido e muito magoado, e tudo volta ao princípio.
A dor fica. As palavras são poucas. A tua ausência imensa. Pouco do que trazes eu tento substituir. Dói. Nada está bem. Tudo me escapa – principalmente tu.

sábado, 3 de janeiro de 2015

15



"I’m still depressed, but how depressed I am varies, which is good. Much of the time, it’s a comfortable numbness that just makes things feel muted. Other times, I’m standing in the shower or something and I can feel the nothingness hurtling toward me at eight thousand miles per hour and there’s nothing I can really do aside from let it happen and wait until it goes away again."

- Allie Brosh, Hyperbole and a Half