De
todos os pedaços de mim que entreguei não recebi nenhum de volta. Encontro
vestígios destes, por vezes, largados como objectos sem significado. Criaram
uma leve camada de pó e sucumbiram-se a cinzas. Eu não os vejo – eles já não
são – mas sinto-os. Tanta ânsia por voltar. Tanta dor por perder. Pulsa em mim
e não sacia por mais que coce. Dei tanto. Não consigo remendar os pequenos
vazios que me preenchem. Sou oco. Sou oco e só queria sentir. Mas já é tarde. Dei
tanto. E restou nada.