Em
ondas. Sempre. O tempo passa e quando menos espero sinto o embate tão forte
como antes. De vez em vez deterioras a matéria rochosa com que me tento
proteger e não sei como te parar. Neste meu outro ciclo vicioso procuro o teu
embate porque a dor é algo que sempre me agradou. As tuas ondas são sempre as
mais imponentes e o embate prolonga-se para além do meu autodomínio. Ainda não
sei se a matéria rochosa vai aguentar, não sei, mas sei que as ondas são
constantes. Demore o que demorar, voltam sempre. E isso é uma dor prazerosa –
como voltar a casa.