A
culpa é, mais uma vez, minha. Eu sei que és assim e não evito. Vejo claramente
as semelhanças e não faço nada para contrariar os efeitos que têm em mim. Dá-me
gozo, até, como se estivesse a reviver um passado distante carregado de uma dor
muito ingénua. Dói, não tanto como antes, e incomoda de forma peculiar mas ao
menos dá-me algo em troca. Tanto que pedi por sentir que agora sinto uma
repetição de sentimentos. Não me posso queixar. Há coisas que nunca mudam…