quarta-feira, 11 de maio de 2011

remember? :)

Uma concha vazia, uma concha partida que perdeu tudo o que tinha dentro de si – foi no que te tornaste. E não te censuro. Pouco tinhas para perder, era só uma questão de tempo. Mal te começasses a deixar ir pelos sorrisos fictícios e palavras ocas, todas essas palavras que te sussurram ao ouvido, irias perder a tua quebradiça essência. Desculpa-me. Consigo ver os teus olhos perguntando-me o porquê de não te ter ajudado e, sem mais palavras, sorrio. A minha alma é um sítio muito negro e, embora tu sejas o meu pôr-do-sol, fugindo de noite só para relembrar o quão dolorosa é a tua manhã, não quis aguentar mais a tua viciante fragilidade. Entreguei as minhas algemas a outra pessoa e vi-te cair mais fundo. Que irónico. Lembraste de quando te prometi que iria estar a teu lado, sempre?

Um comentário:

Rita disse...

que perfeito :)