onde?
Foi quando me encontrei no meio da rua, não sabendo para onde ir, que notei que nem me lembrava de ter saído de casa. E enquanto andava pelas ruas, deambulando pela cidade, pensei em dirigir-me a ti – a minha verdadeira casa. Mas, por saber que já não me poderias ajudar, contornei-te e fechei os olhos ao mundo para não te encontrar. Segui sem trajectória ouvindo o escorrer das minhas lágrimas e o silêncio de uma música que me adormecia os sentidos. Em cada passo imaginei uma palavra tua, daquelas que me dizias antes, e só isso aliviou a minha alma partida em demasiados pedaços. Dei a mão ao vento e deixei que me levasse. Ainda hoje não sei aonde fui…
Um comentário:
Gostei bastante afilhado. Tá de mais...
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