Desta vez foi diferente. Embora a noite se tenha mantido igual a tantas outras e o sono continue a ser o mesmo, o sentimento que tu deixaste não o foi. Fosse qual fosse a razão, tu sempre me trouxeste uma colossal paz de espírito que era seguida pela incontrolável e cruel dor de acordar. Eu guardava sempre um resto desses sonhos, com egoísmo, como que querendo recordar mais tarde a parte de uma história que simplesmente não chegou a acontecer. No fundo de mim existia sempre a hipótese infantil de que um dia esses sonhos se tornariam realidade independentemente da dor que provocariam mais tarde, pois, eles valeriam sempre a pena. Mas, desta vez foi diferente. Tudo o que guardei foi um nevoeiro de visões que quero apagar de mim, que mancharam a tua pessoa e confirmaram (embora ficticiamente) suspeitas que eu já tinha. Um veneno viscoso que enfraqueceu mais uma vez o que foste. Custa-me tanto aceitar que a cada sonho que assaltas, mais distante te manténs. Desta vez foste como uma pessoa que eu não cheguei a conhecer na totalidade, e isso doeu mesmo muito. Por outro lado, talvez tenhas sido apenas uma estranha forma de dormir ou de acordar. (e quem devo culpar por ainda tentar acreditar em ti?)
Um comentário:
gosto tanto de ser sempre a primeira a ler estas perfeições! ;c como não qero fazer copy paste do texto (a) cito só esta frase:..'Custa-me tanto aceitar que a cada sonho que assaltas, mais distante te manténs.' és grande ! <3
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