Ainda ontem te vi partir pela primeira vez. Dentro da tua pequena mala levaste tudo o que era meu, guardado a sete chaves, perdido nos inúmeros objectos que construíam a tua vida. Sorriste para mim, de forma afectada, de lágrima ao canto do olho e disseste “Vou ter saudades tuas.”. Soube nesse instante que nada seria igual. Tudo o que conheci afundou-se com o meu espírito. Esperei e desesperei para que voltasses do teu novo mundo - esse sítio onde o tempo não existia - mas apesar de o tempo existir em dobro sem ti, tu voltaste. Percebi nessa altura que bastava uma pessoa, desde que fosse a certa, para fazer o Sol brilhar novamente. Hoje vemo-nos longe um do outro, mais uma vez. Separados por quilómetros de pegadas que nos levaram para outras distâncias, em caminhos que já percorremos antes, sem notarmos no que ficou. Habituámo-nos a esta ausência e aprendemos a aproveitar todos os segundos que partilhamos juntos. A distância deixou de quebrar as nossas asas e fomos capazes de voar um até ao outro. Mas, hoje, tu estás demasiado longe e inalcançável, e eu só preciso de ti. De sentir a tua mão na minha face enquanto me dizes que está tudo bem… Nunca soube o que escrever sem ti, e hoje foi mais um desses dias.
3 comentários:
não é por acaso que és a única pessoa capaz de me fazer ler, sem sentir qualquer tipo de obrigação. Leio por gosto. E se existe mesmo o prazer da leitura, então o meu é despertado apenas quando leio (e releio) aquilo que escreves. <3
«nunca soube o que escrever sem ti» fdx, eu não sei sobre o que escrever há bués LOOOL
texto grandalhão!
os comentários da Jane (óbvio qe sei qem é) dão-me saudades da praia. Adoro essa praia.
é tão bom ler o que escreves. Tão bom..!
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