segunda-feira, 5 de abril de 2010

Infinity

Queria conseguir olhar para ti sem sentir a tua falta; mergulhar na tua ausência e sentir a indiferença que tantas vezes se torna cruel em mim. Mas não é assim. A tua ausência é infinita, como tu, e pouco importa se hoje te odeio ou se és a única pessoa que quero ao meu lado... És uma imensidão infinita; de ausência e de existência. Tocas-me e atinges-me com palavras que ainda ontem escutei. Elas não são como tu, preocupadas comigo e com o que não mostro sentir. Elas ferem e gostam de me ver cair no teu vazio. Gostam de me mostrar que ficarás sempre aqui, de uma forma ou de outra. As tuas palavras não têm sentido, pois não?
M.S.; 28 de Março de 2010

Um comentário:

RuiQ disse...

Uma ausência que lembra uma existência e uma existência que lembra uma ausência... e ambas são imensas.

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