compasso.
Ouço-te enquanto sobes as escadas e entras pelo meu quarto. Não bates à porta. Sussurras-me ao ouvido e levas-me contigo. Eu vou, sem qualquer pergunta, e nem sei quem tu és. Não sei como me encontraste mas não quero saber. Entro no teu carro e deixo que me leves, não te pergunto para onde vamos. Confio em ti. As sombras passam rápidas pela estrada gelada e o motor do carro fala por nós; acelerado. Finalmente, o carro começa a abrandar até que pára por completo. Está frio. Tenho sono. Não sei de onde vim. Não sei onde estou. Também não sei quem tu és, mas que importa? Ainda consegues determinar a minha frequência cardíaca e isso chega-me para ficar ali contigo. No silêncio de nós.
Um comentário:
Engraçado como às vezes chega "tão pouco". Grandalhão :D
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