quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

até amanhã.

Não sei que horas são. O silêncio é imperial no meu quarto e nem consigo ouvir a respiração ofegante que toma conta do meu peito. Estou a suar. Suores frios. Dizem ser estes os piores… (ainda) Não sonhei contigo, aliás nem me permitiste que adormecesse. Tento deixar uma lágrima cair mas ela recusa-se. Não sinto alívio. Fico escutando as palavras que o teu silêncio me diz e não resisto a cair nele; habituaste-me tão bem a ele. A qualquer momento o sol deve começar a dar de si e eu irei limpar os vestígios que mais uma vez deixaste em mim. Sairei de casa – morto de frio, de sono e de ti –, e os meus olhos irão finalmente chorar com o vento cortante na minha cara. Não sentirei mais nada. O dia passará a correr e tudo se irá repetir mais uma vez na noite seguinte, mas até lá, e mesmo sem saber que horas são, está na altura de me deixar embalar no teu silêncio e quem sabe conseguir descansar os olhos azuis que imploram por repouso. Até amanhã.

M.S.

3 comentários:

RuiQ disse...

«(ainda) Não sonhei contigo, aliás nem me permitiste que adormecesse.»
:o

Não quero ser repetitivo, mas um dia vou comprar o livro das histórias do M.S.

RuiQ disse...

Sim, eu sei que encontrar-te no msn é difícil LOL
Quanto ao exemplar oferecido, dispenso por completo. Sentir-me-ia mais feliz com uma assinatura num exemplar comprado por mim. Mas a ideia "livro" é algo que certamente insistirei mais vezes :P

-tânia disse...

Eu concordo com o "Rui André" :P
O que tu escreves é mais que fantástico, :$
E está tudo dito!