segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

mesmo que...

Vejo as pessoas cobertas de roupa, agasalhadas ao máximo para se precaverem do desconforto gelado. Tem estado frio, pelo que ouço dizer. Não o sinto. Consigo ouvir o vento a correr pelas árvores quando me deito e a chuva a maltratar o chão do meu quintal. Tem estado mau tempo, pelo que ouço dizer. Não o vejo. Nestes dias são poucas as coisas que não me lembram a tua existência. São estes os dias que relembram os abraços que aqueciam o frio que sentia, e que me protegiam do mau tempo que se avizinhava. As frias ruas em que vagueio contrastam com o teu calor natural e provocam-me arrepios. Tornaste-me frio. Frio que desespera pelo teu calor. Nestes dias eu entendo que preciso de ti, de existir contigo; simbiose. São estes os dias em que reparo que sentiria sempre a tua falta, mesmo que nunca te tivesse conhecido de todo – mesmo que sempre tivesses sido o nada que hoje és.

M.S.; 25 de Dezembro de 2009

4 comentários:

RuiQ disse...

«sentiria sempre a tua falta, mesmo que nunca te tivesse conhecido»

pow! semrpe aquele poder :x

Mariana disse...

"São estes os dias em que reparo que sentiria sempre a tua falta, mesmo que nunca te tivesse conhecido de todo – mesmo que sempre tivesses sido o nada que hoje és." magnífico,adorei mesmo*:)

-tânia disse...

"sentiria sempre a tua falta, (...)mesmo que sempre tivesses sido o nada que hoje és."
Há mesmo pessoas que teimamos prender em nós!
Maravilhoso :)
TD*

-tânia disse...

Boa passagem de ano, M. :)