A consequência perante a divulgação do meu ser é a exposição da alma que tantas vezes abomino. A escuridão da noite está em mim, estou negro por dentro. Frio, muito frio e quase em riscos de congelar. Pouco me dá a conhecer o calor que necessito e confesso que sinto a falta do seu doce reconforto nas minhas veias. Posso chama-lo de medo, aquilo que sinto. Sou curioso quanto ao que me desperta mas logo perco e interesse e então, é tarde de mais. São muitas horas de ausência mesmo quando me encontro rodeado de pessoas. Sou complicado, e não é surpresa para quem me diz conhecer.
Dentro de mim está a noite e com a sua grandiosa escuridão, as estrelas. Elas brilham dentro de mim. Brilham, mas não aquecem. Escondem esse calor para que eu recorde a demanda que tanto gosto, a perseguição que me acende, a busca até mim. Elas lembram-me, brilham sempre e eu agradeço de todas as formas que sei porque um dia a busca terminará e não terei mais pena de quem me encontrar ou de quem se sentar junto a mim. Até lá, recordo e relembro o gelo que tenho dentro de mim e (re) pondero o facto de a minha pessoa necessitar de (mais) um rótulo que avise do perigo que submeto a quem se aproxima demasiado.
Um comentário:
Como te compreendo...
Postar um comentário