Nos vasculhos de tanta história que os minutos apagaram, as ruínas de ti agravam-se. São derrocadas de paredes que te formaram que me acordam em sobressalto, muros que derrocam para tapar tudo o que ainda existe dentro de ti. Os raios de luz do sol que aquecia, é coberto por nuvens que teimam em substitui-lo e arrefecer qualquer calor que viveu. Não sei ao certo se ainda te encontras por detrás das nuvens condensas de água, e se és tu quem as faz chorar.
Esta água muda, muda. O chão escorrega e faz cair sobre as pedras de ti. A gravidade puxa-me para este chão tão molhado pelas lágrimas que suponho tuas. Sim, até tu choras a inexistência de ti. É assim que recomeço a reconstrução de uma protecção, um telhado que te proteja os restos do que foste. Irei navegar as lágrimas que tiveres até que o teu calor reapareça para me secar, irei reunir cada pedra e pôr de pé as tuas paredes. Irei voltar a ver o que foste para depois esperar que te destruas e fazer tudo de novo. Não quero ver-me preso nas tuas paredes…
M.S.
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