Imagino-me muitas vezes como uma praia. Uma praia distante que abraça o mar que a banha, que beija a brisa que acaricia a sua face e que dá as boas vindas a quem a visita para apenas desfrutar de si.
Imagino-me uma praia em que cada pedaço de areia é um algo que não consegui guardar em mim enquanto o vento o levava para longe, mas não preciso de imagina-lo em demasia. Tento ao máximo ouvir o que as ondas do mar me dizem, apesar de elas não me conseguirem ouvir, por muito que tentem escutar. Perdi tantos grãos em minha volta que já nem sei o que dizer para fazer compreender que o vento não levou mas deixou. Engulo para dentro de mim, como areia movediça, tudo o que posso e prendo em mim dando a liberdade de deixar apenas as memórias. Sim, dentro de mim já só existem memórias…
Imagino-me tantas vezes esta praia perfeita. Imagino uma irrealidade, eu sei.
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