O preço que se paga por tentar aprisionar os sentimentos nas palavras é elevado. A dor move-nos de tal forma que vivemos para a pousar em palavras que se assemelham a ela.
Não sei se entendes que por muito que escrevas a dor não passa… Queria tanto poder fazer-te ouvir-me e dizer-te para deixares de o fazer. É uma terapia irreal que liberta momentaneamente o que nos está a matar. É um alívio passageiro que cada vez termina mais cedo. És tu quem está nessa prisão que construíste e sou eu quem não se consegue libertar. Sou as tuas palavras e retenho tanta dor tua que hoje só sei reler o que escreveste. És tu quem me mata bem devagarinho.
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