Fico muito tempo a pensar no que preciso de dizer, no que preciso de deitar para fora de mim. Chego sempre a ti, encontro-te em todos os cantos que preciso de esvaziar. Digo demasiadas vezes o que é necessário, e repito-me mesmo quando ainda não consegui dizer o que precisava. Desta vez refiro-te como um grau de surpresa e falar-te como se fosses só uma pessoa é difícil para mim.
És mais que uma só pessoa. És uma constante desilusão que assemelho ao de múltiplas pessoas, uma surpresa que sem querer me magoa por muito que a conheça. És tantas pessoas que ao ver-te não sei qual delas és. E depois de todo o tempo que levo investindo no que é preciso ser dito, mesmo que não o consiga dizer na realidade, vejo-me debatendo sobre a certeza de que de facto existes ou não. Por muitas pessoas que sejas, nunca conseguiste ser a que eu precisava.
M.S.
2 comentários:
este teu exto tocou-me bastante.
pois quanto ao assunto à qual escrevi, é muito triste, mas às vezes ao expormos aquilo que sentimos faz-nos melhor à alma, alivia a dor que carregamos dentro de nós, e sobretudo ajuda à saudade.
perder uma parte de nós, é mau. mas imagina se ela morre? não suportas tamanha dor, já perdi familia de quem gostei muito. dois dos meus melhores amigos (a joana incluída claro) e sei que nunca irei superar. é díficil, doí. mas é nestes momentos em que tenho os meus amigos ao lado. apoiam-me, ajudam-me, compreendem-me. e isso é o mais importante.
beijinhos. :) *
* texto
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