quarta-feira, 24 de junho de 2009

Este fogo

Queria ter o poder de queimar as palavras que já escrevi sobre ti, e ao fazê-lo queimar também a parte de ti que está em mim e quem sabe queimar-te para que guardes uma recordação dolorosa de mim. Depois de tudo o que fiz para que as labaredas do teu fogo fossem levadas pelo vento, parece-me justo que não seja o único em sofrimento por esta causa. Sempre fomos um, terá que ser mais uma situação mútua. Mas pelo menos sei que ainda ardes, ainda dói e espero com todas as minhas forças que o vento não te apague. Espero que queimes sem ficares em cinzas. Não me serves de nada, muito menos assim. As minhas palavras eu não consigo queimar, mas tu não és imune a este fogo.

M.S.

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