Após seres responsável pela queda de todas as estrelas que habitavam no céu, deixaste-o numa escuridão tal que nem ao vazio se assemelhava. Mas a queda das estrelas de nada importava comparado com as tuas lágrimas, o mundo não caía verdadeiramente até que caísses primeiro. E quando te via firme ao meu lado, segurando-me sem me tocares ou puxando-me para o meu caminho só com um gesto, eu sabia que nada mais existia ou importava. Eras tu quem permanecia na minha existência, transformando-me no muro que nunca ousaram derrubar. Eras tu…
De nada importa que o mundo esteja a ruir quando não te encontro ao meu lado, e de todas as estrelas que caíram sem que eu desse conta, foste tu quem fez a maior cratera.
Agora entendo na vastidão da escuridão que embora sejas a marca mais vincada na minha pele, fazes parte de um passado que irei (a)pagar, mesmo que continue a sentir a tua falta para o resto da minha vida. Fazes parte do meu passado, da minha história e principalmente de mim, e no entanto nunca me vi tão na escuridão, tão sem cor. Mas no fundo já nem a cor importa quando o céu deixa de brilhar e o mundo acaba por ruir, tudo parece insignificante, excepto tu.
Tentarei viver, até que deixes de ser uma excepção, prometo (pela última vez) … mas até lá, continuo a ver o teu olhar nos cacos do nosso reflexo partido e é ele que me ilumina desta tamanha escuridão. Sempre ele, sempre tu.
Um comentário:
Passados que pesam!
Serão sempre lembrados!
Adorei este texto :)
Beijo*
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