domingo, 19 de abril de 2009

voz

Ouvi uma voz que chamava por mim, uma voz que tão dolorosamente me prendia ao chão impedindo-me de dar só mais um passo, o último passo. Soube quase instantaneamente que a tua voz, que eu ouvia tão sonoramente mesmo sem abrires os lábios, não me queria junto a ela. A tua voz chamava-me para que apenas a ouvisse. Para que eu permanecesse naquele lugar, sem coragem para olhar para trás, ou pior ainda, para que ganhasse coragem para dar o passo que tanto ansiava.

Ainda ouço a tua voz, chamando-me, não para me ter junto a ela mas para me deixar neste instante. Preso nas correntes das memórias, em frente a ti, para que consigas saber que eu ainda te ouço e ainda te espero.

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