Não tenho pressa para sair do lugar que abomino. Torno-me complicado só de pensar que tudo o que digo é realidade, e não sei onde me levam as minhas palavras, mas sei que não encontro o que me puxe deste sítio onde estou.
Vejo-me tantas vezes aqui fechado, afogado nas trajectórias que já quis percorrer e relembrando vezes sem conta (vezes de mais) as que já percorri. Não sei o que me cativa neste lugar mas é meu, e habituei-me a vivê-lo. Como aconteceu contigo. Habituei-me a ti como vivo este novo lugar onde me deixaste.
Não recordo onde vivia antes, de tanto tempo que já passei aqui sem ver as horas fugirem de mim. Mas neste espaço continuo esperando, sem pensamentos de fuga escapando a minha mente. Tornou-se vital para mim, e nem o desejo por amnésia me mantém são. Aguardo pacientemente num local onde não me escorre o desejo de sair e se tiver que acontecer, fujo da fuga e deixo que a escuridão me camufle.
É uma pena que seja a escuridão quem me abraça, e não tu…
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