Fugir por caminhos opostos, ou até suplementar memórias do que já não existe ou tenta desvanecer. Soltar imagens aprisionadas na mente baralhada por tamanho vazio e esquecer as diferenças que marcam a tua pele neste instante que já dura há eternidades.
Mudaste tanto e desconheço a pessoa que outrora estava aqui ao meu lado. Leva o que não faz mais falta, mesmo que implore para que deixes cada pormenor teu para que depois sofra com a dor da saudade de desconhecer quem está ali a uns escassos metros de mim. Ainda te procuro, mesmo que o negue, mesmo que desminta cada palavra que acabo de dizer. Ainda tens esse poder sobre mim, não consigo controlar o que me pedes e simplesmente liberto um descontrolo prejudicial
Ainda não consigo descobrir caminhos diferentes dos teus, ou até adicionar imagens do que escapa por entre os dedos ou tenta correr com todas as suas forças de mim. Não sei se o destino prefere que te encontre para me torturar ou que te esqueça, também para me torturar. De qualquer forma já me habituei a esta tortura e sei que sem ela, já não sei viver.
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