Hoje quis fugir dos teus olhos. Quis fugir dos tiros a que chamas de palavras e das algemas que chamas de mãos. Mãos essas que não sinto há algum tempo, se quiser ser ligeiro com o tempo, e que ainda assim sinto segurando-me para não ir longe de ti, levando-me constantemente para onde quero e não para onde preciso de estar.
Está frio, mas hoje não quis procurar o calor dos teus olhos, nem o reconforto do teu sorriso. Hoje fiz mais uma tentativa de fuga, a mesma de sempre, mas com a diferença tão crucial: Hoje consegui fugir dos teus olhos, hoje não me encontraste.
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